A Era dos Mainframes



Os computadores de grande porte, conhecidos por mainframes, já tiveram a sua era. Foi numa época não muito distante, onde estes dominavam o mundo do processamento de informação, acerca de 3 décadas, quando falar em computadores era o mesmo do que falar em mainframes, pois estes eram os únicos da sua espécie. Nesta época, cerca de cinco grandes frabricantes competiam no mundo inteiro pelos raros compradores.

A microinformática, que apareceu por volta dos anos 80, mas só ganhou importância e destaque uns 12 a 15 anos depois, aproximadamente em meados da década de 80, mas de forma mais marcante no início da década de 90, junto com o advento da computação em rede e o paradigma cliente-servidor, e fez mudar as coisas, tornando-se popular e assumindo posição até então exclusiva dos mainframes.

Assim, os usuários da informática passaram a ter uma alternativa de escolha de menor custo, mais fácil de usar e que ocupava menos espaço de instalação.

A microinformática não chegava a ser uma alternativa para todos os problemas de processamento de dados e informações. Mas constituía uma oportunidade de racionalizar os gastos optando-se por outras plataformas tecnológicas de menor custo e na medida mais conveniente para a pequena e média empresa. Então, o passo seguinte foi a corrida pelo que ficou conhecido como downsizing. Os artigos, palestras, seminários e congressos de informática sobre o assunto proliferaram. Só se ouvia falar das vantagens do "downsizing", o que contribuiu para a busca exagerada da redução dos custos de aluguel de equipamentos e softwares.

As desvantagens da migração dos sistemas para a baixa arquitetura vieram somente após as experiências adquiridas, quando uma série de problemas passou a ser conhecida. Mas os fornecedores de soluções da baixa arquitetura, talvez prevendo os futuros impactos e tentando minimizar os problemas introduziram outra opção no mercado e que passou a ser conhecida como "Rightsizing".

Para eles, os "Rightsizing" seria a medida certa ara a solução dos seus problemas de processamento de dados e informações. E mais uma vez os usuários partiram para esta solução. Quando perceberam que nem todos os custos desta solução eram conhecidos, já haviam gastado muito mais do haviam previsto e o fim dos gastos não estava ainda claro.

Com a experiência ficou mais fácil de perceber que a baixa arquitetura não é uma solução para todos os problemas de informática, assim também como os mainframes não se aplicam a tudo.

Atualmente, sabe-se que boa parte das soluções de Tecnologia de Informação e Comunicação vem da combinação de uso de ambas as arquiteturas. Há, no entanto, casos em que a micro-informática é a melhor opção de escolha, bem como em outros apenas a alta arquitetura pode resolver.

Contudo, até hoje os mainframes não recuperaram a fama perdida. Embora ainda bastante usados, os mainframes assumem papéis muito importantes, mas como em uma peça de teatro estão por trás dos bastidores.

Isso tem criado problemas para a área de tecnologia, uma vez que, sendo pouco conhecidos, não despertam a atenção dos profissionais para as oportunidades de carreira desta área. E, embora representem oportunidades de trabalho com a percepção de melhores salários do que a área de micro-informática, poucos são os indivíduos que atentam para esta realidade de mercado. A questão do custo da solução é, sem dúvida, outro entrave para a sua adoção.